O apartamento de um diplomata que morou em muitos e diversos lugares do globo me impressionou fortemente. Localizado em tradicional bairro do Rio de Janeiro, o apartamento foi comprado pelo telefone. A mãe da mulher deste senhor distinto, super rápido e inteligente já morava no prédio, e quando uma das unidades foi colocada à venda, o casal não pensou duas vezes e concretizou a compra sem nunca ter pisado no imóvel. Isso aconteceu há vinte anos e desde então a coleção de objetos e obras de arte da família está organizada ali, intuitivamente. Já estive em muitas casas, mas poucas me tocaram tanto, pois tudo está exatamente onde deveria, em composições ousadas e inusitadas, que só quem conhece o mundo e é bastante seguro se arrisca a fazer. É uma decoração, apesar das peças incríveis, muito natural e despretensiosa, de casa vivida e recheada de história. Grande parte das obras foram presenteadas pelos próprios artistas, amigos do casal. Thomaz Ianelli, Carlos Bratke, Sergio de Camargo e Ademir Martins entre eles. De Portugal, um dos países em que morou o diplomata, obras de Manoel Batista, João Vieira, Luis Dourdil, e Vasco Prado, fazem companhia à outras de Milton Dacosta e Shōji Hamada. Nascido no Piauí, o diplomata vive com sua neta e mais de 7.000 livros na cidade maravilhosa.
O mobiliário sofisticado é temperado por detalhes e objetos de todas as partes do mundo.
O living acomoda as muitas peças do diplomata.
Livros por toda parte.
Pote do artista inglês Bernard Learch.
O jantar recebeu mobília clássica e obras de arte naif.
Obras coloridas movimentam a sala de jantar.
As estantes estão por todo o apartamento.
O escritório/biblioteca.
A sala de TV/ escritório, é hoje território da neta do diplomata e de Poseidon, gato da família.
A varanda acomoda mesa de jogos e livros.
No corredor de acesso aos quartos, livros!
O quarto do diplomata, rosa, recebe inúmeras obras, sabiamente organizadas.
Arraiolo português sobre as camas.
No hall de entrada já fica claro o bom gosto do diplomata e de sua mulher, falecida há alguns anos.
Anjo de Mestre Zezinho de Tracunhaem.
Cerâmica de Shōji Hamada, comprado em 1966 na Venezuela . Hoje as obras deste importante artista japonês não podem mais sair do Japão.
Cerâmica de Bernard Learch.
A deusa da fertilidade, à direita.
Fotos: Hardecor
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