O apartamento à beira-mar do arquiteto e colecionador de arte Chasing Wang, em Xangai

Na reforma do apartamento à beira-mar que divide com seu parceiro em Xangai, o arquiteto e colecionador de arte Chasing Wang evitou a moda e as tendências e investiu em algo mais pessoal e, portanto, duradouro. Wang, fundador do escritório Nong Studio, em Xangai, reuniu uma coleção diversificada de peças de arte e design, todos objetos queridos, e então os combinou intuitivamente em composições ousadas e elegantes. Assim como os arranjos de estilo livre dos músicos de jazz, a abordagem mix-and-match de Wang funciona apesar da “incoerência” estilística que surge à primeira vista. De antiguidades a Art Déco, peças modernistas e pós-modernas, murais chineses, tapetes marroquinos, passando por pinturas contemporâneas, o apartamento é um paradigma de ecletismo e uma expressão criativa, bem como um testemunho do design iconoclasta de Wang. Nas área de estar e jantar, a paleta suave de branco, bege e cinza fornece pano de fundo para uma coleção vibrante e diversificada de obras de arte exibidas acima da lareira de mármore preto, bem minimalista. O sofá cinza curvo da Ligne Roset é complementado por uma mesa de centro pós-moderna toda em vidro, abajur vintage da década de 1960 e um par de Lady Chairs vintage projetadas por Marco Zanuso na década de 1950, reestofadas em tecido verde esmeralda e couro. Na sala de jantar, a mesa de mármore oval, icônica, leva a assinatura do designer italiano Angelo Mangiarotti, e faz companhia para as poltronas Philip Stark dos anos 1980 e cadeiras Thonet vintage, enquanto a emblemática e inda estante Veliero dos anos 1940 de Franco Albini para Cassina abriga a coleção de estatuetas de Wang. A sala se abre para o escritório, um ambiente muito mais dramático, encapsulado por um papel de parede em preto e branco com cenas de ópera. No centro do palco, a mesa vintage de teca, fabricada por um artesão italiano é complementada por uma estante de bronze curva e cadeira “tête-à-tête” do século XVIII e um par de lâmpadas Art Deco de 1925, locada em cima de um moderno gabinete em nogueira. Pintado de vermelho-cereja, o salão de chá é um tesouro de móveis vintage provenientes do mundo todo. O design opulento da Peacock Chair vintage, de 1960, é justaposta a geometria severa da Hill House Chair, de Charles R. Macintosh, projetada em 1903, e ambas fazem companhia estrelada a outras peças bacanas, como RR226 Radiofonografo, assinado por Brionvega e uma luminária Super, de Martine Bedin, co-fundador do grupo Memphis. A combinação não usual de Wang também se estende ao quarto, com paredes claras, par de cadeiras em veludo vermelho de latão, estilo Napoleão III francês – usadas como mesinhas de cabeceira. No closet, a combinação das portas espelhadas com um colorido carpete desenhado por ninguém menos que Henri Matisse cria um efeito caleidoscópico de reflexões infinitas, uma justaposição divertida com a sofisticação elegante do quarto. Um designer que não leva o padrão e o esperado a serio, como deve ser. Ponto para Wang.

Nong Studio: http://www.nong-studio.com/#/nong

via: Yatzer

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