Jessica Ayromloo assina um apartamento na Cidade do México com tesouros, azulejos e entusiasmo

O movimentado centro histórico na Cidade do México é como uma colcha arquitetônica maluca. Costurado em suas ruas lotadas, você encontrará catedrais coloniais espanholas, museus Art Nouveau e ruínas de templos astecas – afinal, a cidade foi construída sobre as ruínas de Tenochtitlan, a antiga capital do império asteca. Então, quando a designer de interiores de Los Angeles Jessica Ayromloo foi contratada para projetar o CDMX pied-à-terre de seu amigo, ela lembra: “Ele pediu que eu complementasse o que estava do lado de fora”. Seu cliente era Carlos Rittner. Eles se conheceram enquanto Ayromloo trabalhava no escritório da designer Kelly Wearstler , designer aclamada e com várias publicações em Hardecor. O pedido era transformar um apartamento em um prédio de escritórios dos anos 1940 convertido em residencial, em um lugar que pudesse hospedar sua família e artistas de passagem pela capital mexicana. Rittner abriu recentemente a Artbug, uma galeria em Los Angeles com foco em artistas latino-americanos. Ele precisava de acomodações adequadas para os hóspedes e apenas uma pequena cozinha, e deu carta branca a Ayromloo dizendo: “Faça como se fosse para você”. Eles arrancaram as paredes existentes, adicionaram alguns banheiros de hóspedes e criaram um impressionante quarto de hóspedes trapezoidal, “inspirado na arquitetura indígena”, observa a designer sobre a forma incomum no centro do apartamento. Depois de unificar espaços, Ayromloo olhou pelas janelas em busca de inspiração. A moldura em forma de cobra de um prédio próximo inspirou um motivo ondulado semelhante que ela usou como uma espécie de lambris na sala de estar. O exterior terracota de uma igreja do outro lado da rua foi incorporado aos vertiginosos azulejos da Rayito de Sol que envolvem pisos e paredes, folhas de cortiça – uma página do manual de Wearstler, que Ayromloo lembra, “do padrão de um lenço, sai inspiração para um piso. É assim que é andar pela Cidade do México”, explica Ayromloo, que usou cores para evocar a vibração da CDMX na decoração. “Há toques de cor em todos os lugares”, completa. Alguns móveis – como uma mesa de jantar com tampo de mosaico da década de 1960 e uma escrivaninha pintada por David Serrano – vieram de Downtown, a antiga meca do design de Los Angeles (os fundadores se mudaram para Mérida, no México), com a qual o cliente trabalhava há muito tempo. Mas a maioria foi adquirida em lojas de antiguidades nas proximidades de Puebla e o amplo mercado de pulgas local, La Lagunilla. “Nós saíamos, comíamos tacos, caminhávamos, íamos a museus, apenas nos inspirávamos”, explica Ayromloo sobre seu processo de design intuitivo focado no entorno. “Tínhamos uma planta baixa e ideias, mas muitas vezes elas mudavam ou se transformavam com base nas coisas que víamos em cada viagem.” Uma porta antiga pintada de verde ácido, originária de Puebla e usada como cabeceira, define o esquema de cores no quarto principal. Enquanto isso, peças de ferro recuperadas atribuídas à estrela do design de meados do século XX, Arturo Pani encontradas em La Lagunilla foram transformadas em um componente do sofá modular. “Nós apenas encontrávamos coisas e descobríamos como usá-las”, explica Ayromloo. As arandelas em forma de dragão do mercado de pulgas tornaram-se suportes de prateleira e placas de cobre tornaram-se arandelas. Esses detalhes inteligentes e criativos trouxeram o pulso do bairro para dentro de casa. “No Centro você sente a história”, explica Rittner, que está feliz por ter seu pedacinho dela. “Existem centenas de museus e restaurantes; é como a Disneylândia para adultos. É bom ter este espaço agradável com muita cor onde você acorda e quer explorar a cidade.” Dica Hardecor: deixe seus preconceitos para trás, sempre funciona. 🙂

Jessica Ayromloo: https://www.ayromloo.design/

Artbug: https://artbug.net/; Un Rayto de Sol: https://unrayitodesol.com/; Kelly Westler:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.