André Dubreuil

O prestigiado designer francês André Dubreuil, que tem sua icônica cadeira Spine Chair na coleção permanente do Victoria and Albert Museum, em Londres, declara ao fisco francês ser um artesão que faz cozinhas de metal. O designer estudou em Londres na  Inchbald School of Design, e na época morador de Notting Hill, conviveu com outras personalidades criativas como a estilista Georgina Godley, Hamish Bowles e o designer industrial Tom Dixon, que iria introduzir Dubreuil no mundo da solda. As peças do designer, quase todas únicas, são vendidas por valores na casa dos seis dígitos para clientes como Chanel e Louis Vuitton. Dubreuil mora hoje no castelo do século XVIII, Château de Beaulieu, que herdou de seus pais, Pierre e Denise Dubreuil, ambos cientistas. Na hora de legar a casa, o casal escolheu seu nome, entre os 06 filhos, naturalmente, visto que desde a adolescência o designer ajudava na restauração da propriedade. Apesar de ter mantido alguns dos móveis de seus pais, ele trouxe várias de suas próprias descobertas: antiguidades, quadros, armários ornamentados e espelhos de sua autoria. As paredes são forradas com pinturas a óleo, tapeçarias , fotografias e esculturas  africanas. A restauração, iniciada há mais de 20 anos, sempre será um projeto em andamento, “que é o problema com casas grandes – eles criam um buraco em seu bolso, mas isso é OK, o importante é dar vida a uma casa, para imprimir a sua marca, ” diz André Dubreuil.

O designer posa no banheiro principal de seu castelo.

No jantar, mesa para 25 lugares. Candelabro Tom Dixon, busto do século XVII, foto Robert Lavrero e espelho de autoria do dono da casa.

Dubreuil exibe sua coleção de porcelana Dehua no banheiro principal. Os azulejos azuis e brancos foram instalados por seus pais em 1960. 

A escadaria no hall de entrada, esculpida na pedra, data de 1715.

 No quarto de Dubreuil, cadeira de sua autoria inspirada em  Tom Dixon, gravura do Château de Chambord e, em cima da mesa francesa de mogno dos anos 1890, máscara Punu da África, entre outros artefatos.

No estar, bowls em gesso feitos pelo designer, prato de cerâmica do século XIX Joseph Theodore Seek, pendente Maison Bagues de plástico, desenho do artista britânico Martin Richman e papel de parede Manuel Canovas.

Sobre a mesa, castiçal de Dubreuil. Cadeira chinesa.

 Dubreuil em seu atelier, um antigo celeiro. Coleção de pinturas belgas eclesiásticas do século XIX sobre a bancada.

O jardim do castelo.

Vaso de 1960 Baccarat, e peça de cristal Daum desenhada por Dubreuil sobre buffet na sala de jantar. 

Fotos: Martin Morrell

galeriemougin.com

nytimes.com

 

 

 

 

 

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