The Beehive, em Surry Hills, Sydney

The Beehive, em Surry Hills, Sydney, Austrália, é uma obra que tem cerca de 50% de material reutilizado. A energia oriunda do próprio material foi o mote considerado pelos arquitetos Luigi Rosselli e Raffaello Rosselli, que a partir de um produto usado e subvalorizado, a onipresente telha de terracota, projetou uma brise-soleil geometrica e de desenho complexo, criando um novo significado para o material, comum e bastante conhecido. O prédio ficou conhecido como The Beehive (A Colméia). O projeto começou com os profissionais tentando encontrar o material certo para construir uma fachada difusora de calor, a fim de filtrar o severo sol do oeste. O que quer que fosse selecionado também precisaria maximizar a quantidade de luz que chegaria através da pequena fachada de 08 metros de largura. A telha de terracota foi escolhida por ser de fácil obtenção e sem um mercado adequado de reutilização. Cada peça com sua materialidade elementar bruta atraiu a equipe do projeto. O processo de design também foi exclusivo para este edifício. Dado que a brise-soleil era geometricamente complicada, múltiplos testes em escala real e protótipos construídos à mão, na base da tentativa e erro, foram necessários. A forma intuitiva de projetar através da fabricação dos modelos, permitiu a criação de protótipos de forma rápida, o que resultou em diversas e diferentes descobertas. O conjunto dos protótipos formaram o design final, onde cada modelo foi colocado de modo a atender as necessidades específicas da utilização do prédio. A parte inferior é mais fechada, o que provoca impacto no desenho e  serve para filtrar a luz. Telhas equilaterais foram usados ao nível dos olhos para reduzir as obstruções visuais. Enquanto as telhas diagonais foram usadas no topo devido à sua baixa folga e foram inclinadas para o norte. O toldo curvo eleva-se acima do primeiro andar e fornece uma interface generosa com a rua. O prédio abriga, entre outros espaços comerciais, um estúdio de arquitetura projetado para estimular a criatividade e o trabalho em equipe: uma “Beehive” dos arquitetos. No andar superior, um terraço com jardim comum. Abaixo deste nível, uma mesa de conferência cercada por uma estante de telhas, uma variação do desenho da fachada, trazida para o interior. As muitas possibilidades de uso das telhas de terracota têm sido parte do processo de educação que os arquitetos esperam imprimir em seus projetos, mostrando ao público que é possível reutilizar materiais e resíduos no processo de uma nova construção. E, ao mesmo tempo, aproveitar sua beleza inerente. Uma super sacada! 

via: Yellowtrace

Luigi Rosselli: https://luigirosselli.com/

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