Mi Buenos Aires!!! II

Mi Buenos Aires!!! Lugar para ir mil vezes. Lindo, limpo, gastronomia de ponta e ainda por cima, a apenas três horas de São Paulo, Buenos Aires é mesmo a cidade mais européia da América do Sul. A cidade tem traçado regular, com muitas praças, monumentos, grandes edifícios e paisagismo idealizado pelo francês Carlos Thays, que batiza o Jardim Botânico local, do qual foi criador, assim como do Parque Tres de Febrero (Bosques de Palermo) e da Praça de Maio. Entre o final do século XIX e o início do século XX, Buenos Aires viveu um período de grande desenvolvimento, e a maioria de suas construções mais imponentes é dessa época. Pouco ficou do que foi construído no período colonial, mas há bons exemplos, como o Cabildo, que super vale a visita, a Manzana de las Luces, a Iglesia de San Ignacio e a Iglesia del Pilar, ao lado do Cemitério da Recoleta. Vá ao Cabildo, e inclua a Iglesia San Inacio de Loyola no roteiro, que é a igreja mais antiga da capital argentina e tem um altar bem bonito. A livraria mais antiga da cidade, La Librería de Avila, fica bem em frente a igreja. Muitos arquitetos, assim como em Paris, assinavam os prédios que projetavam, alguns típicos da época de ouro portenha, com desenhos e materiais que refletiam o poder e a riqueza da burguesia. Cúpulas (são mais de 300 na cidade), torres e mansardas são característicos do período, diferenciando-se dos traços próprios da época colonial. A Avenida de Maio é um bom lugar para observar exemplares do estilo art nouveau. Importante olhar pra cima e observar suas imponentes cúpulas, as estátuas e figuras que sobressaem dos edifícios. No bairro da Recoleta, vários belos exemplares da arquitetura francesa do século XX são de encher os olhos. Um lugar certamente imperdível é a livraria El Ateneo. O edifício, um teatro, foi projetado pelos arquitetos Peró e Torres Armengol para o empresario Max Glücksmann. Batizado Gran Splendid, em maio de 1919, o edifício, em estilo eclético apresenta afrescos no teto, pintado pelo artista italiano Nazareno Orlandi e cariátides esculpidas por Troiano Troiani, tinha capacidade para cerca de 1.050 espectadores e sediou várias apresentações, incluindo espetáculos protagonizados por artistas como Carlos Gardel e Francisco Canaro. Glücksmann começou ali sua própria estação de rádio em 1924 (Rádio Splendid), onde a sua empresa de gravação, a Nacional Odeón, fez algumas das primeiras gravações dos grandes cantores de tango. No final da década de 1920, o teatro foi convertido em um cinema e em 1929 mostrou os primeiros filmes sonoros apresentados na Argentina. O antigo teatro foi arrendado pelo Grupo Ilhsa, dono das livrarias El Ateneo e Yenny, e renovou o edifício, sob a direção do arquiteto Fernando Manzone, que foi então, convertido em uma loja de livros e músicas, El Ateneo Grand Splendid, tornando-se a principal loja do grupo, vendendo mais de 700.000 livros e recebendo mais de um milhão de pessoas por ano. O palco, onde funciona um café, o teto, os entalhes, as cortinas vermelhas, a iluminação e muitos detalhes arquitetônicos permanecem. Apesar das mudanças, o edifício ainda mantém a sensação de que foi um teatro um dia, e foi eleita pelo The Guardian, importante jornal britânico, como segunda melhor livraria do mundo em 2008. Bom, já deu para perceber que cinco dias é o mínimo para cada estada na cidade! 

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