A casa linda de Sheila Bridges, em Hudson Valley, em Nova York

Em 2002, Sheila Bridges escreveu seu primeiro livro, Furnishing Forward: A Practical Guide to Furnishing for the Lifetime, com um ditado simples: se você comprar apenas o que realmente ama, as coisas que você compra durarão para sempre. Sua nova casa em Hudson Valley, Nova York, está repleta de velhos favoritos: uma ode a todas as coisas que, para ela, despertam alegria. Sobre as cadeiras Fornasetti, que apresentam dois homens africanos em trajes tradicionais marroquinos, a designer de interiores entrega: “Acho que as vi pela primeira vez no início dos anos 1990”, diz Bridges. “Elas são clássicas e simplesmente vêm comigo aonde quer que eu vá.” A residência, uma beleza negra como alcatrão, com tetos de quase 09 metros, está localizada em uma estrada de casas de fazenda tradicionais. Apontada pela Time como uma das mais talentosas designers dos Estados Unidos, Bridges tem clientes do porte de Bill Clinton, do magnata da música Andre Harrell e do escritor Tom Clancy, além das prestigiadas Universidade de Columbia e Universidade de Princeton. Do seu bem sucedido escritório de design, a designer assina linha de tecidos de decoração, papéis de parede e objetos. Sheila, que já foi tema de post em Hardecor com uma de suas casas, veja  AQUI, conta que esta é a primeira casa dela construída do zero. A infância foi vivida em uma velha casa de pedra na Filadélfia, e suas outras moradias, no Harlem e na Islândia, têm pedigrees históricos. “Eu sempre quis fazer um design do zero”, diz ela. “Um onde eu realmente pudesse controlar todo o processo.” Bridges começou a construção em 2018 e mudou-se no ano passado. Membro honorário da ELLE Decor A-List, Bridges cresceu na era do R&B moderno e do hip-hop, quando samples de velhas canções de soul eram constantemente ressuscitados e reinventados. Da mesma forma, a casa no Vale do Hudson é uma amostra de seu tempo passado na Islândia: a pintura do exterior foi inspirada na cor escura que se destaca contra os arredores brancos como a neve na igreja favorita de Bridges, Búðakirkja, localizada em uma península remota por lá. Embora sua casa fique em pouco menos de um acre de terra, que equivale a 4.000 metros², Bridges, esperta que só, ao invés de se concentrar na metragem, optou apenas pelo que precisava – o que incluía uma piscina. “A casa tem apenas aproximadamente 150 m², e decidi que não iria além”, diz ela. “Eu até queria, mas acabei de decidir que realmente não preciso de mais do que isso para viver.” A casa tem dois quartos, uma suíte de hóspedes, e no segundo andar, além do escritório, Bridges montou uma espécie de atelier: um quarto principal onde as paredes são revestidas com pinturas clássicas Hudson River School, um amplo banheiro e uma sala de estar que é uma imagem espelhada lúdica de alguém retratado em uma gravura de Mickalene Thomas, pendurada na parede. Bridges pintou o teto desta sala com um sereno tom de lavanda Farrow & Ball. A arte está em toda parte, e a abundância de pinturas e gravuras nas paredes de altura dupla conferem charme extra. Há uma impressão de Jean-Michel Basquiat e uma imagem em estilo renascentista da artista haitiana Fabiola Jean-Louis. Um mural cobre um lado do banheiro principal, e reveste o interior do armário de remédios. Como uma biblioteca de primeiras edições, as paredes de Bridges vibram com obras que contam a história de sua herança, suas viagens e os amigos que fez ao longo do caminho. Balançando ao vento na frente da casa está uma bandeira americana vermelha, verde e preta – uma réplica de uma criada pelo artista David Hammons em 1990 para celebrar a eleição de David Dinkins, o primeiro prefeito negro da cidade de Nova York. “Tenho orgulho de hastear minha bandeira como um lembrete da história profundamente conturbada da América e da necessidade de uma mudança real e significativa”, diz Bridges. Por toda a casa, há pops de seu padrão Harlem Toile de Jouy, design icônico de Bridges que remixa o motivo tradicional do interior da França com cenas vibrantes da vida afro-americana. A apresentação é tanto em papel de parede como em produtos como guarda-chuvas, óculos e roupas, e recentemente, estampa os clássicos tênis Converse.   Mas talvez um dos elementos mais legais da casa sejam os dois enormes móbiles pendurados na sala de estar e de jantar, onde Bridges gosta de se reunir com os amigos ao redor da mesa e passar longas noites em frente à lareira. “Eu tinha móbiles nos quartos da minha infância e depois nos dormitórios da faculdade”, diz ela. “Eu sempre os amei.” A verdadeira magia acontece quando o sol começa a se pôr e os móbiles lançam sombras por toda a casa. É difícil não notar o sorriso que Bridges exibe ao mostrar a casa aos visitantes; talvez isso possa ser explicado pela alegria de ser ao mesmo tempo o designer contratado e o cliente satisfeito. “Trabalho em casas grandes o tempo todo para meus clientes”, diz ela. Mas é muito diferente projetar algo para si mesma. “Isso é pequeno, simples e aberto”, diz ela. “É música, é arte, é cultura. Eu apenas enchi de coisas que amo.” E com certeza, Sheila acertou em cheio. Aproveite a visita!

Sheila Bridges: https://www.sheilabridges.com/

via: elledecor.com

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