A casa de Francesco Carraro em Veneza

A casa de Francesco Carraro em Veneza é completamente recheada por uma impressionante coleção de arte, seguidamente cedida a museus do calibre do MoMa em Nova York e do Tate, em Londres, para exposições. Emile Gallé, Josef Hoffmann, Giò Ponti, Carlo Molino, Alighiero Boetti e Giorgio Morandi estão entre os artistas de peso da coleção. O Metropolitan Museum of Art de Nova York, um dos mais importantes museus do mundo, incluiu uma série de peças emprestadas da coleção pessoal de Carraro para a exposição do artista italiano Carlo Scarpa. Conhecido por curadores, investidores e colecionadores, Carraro começou a comprar peças de vidro sem grande importância ainda nos anos 1960, quando estudava música em Berlim. “Em 1979, eu já havia comprado, por muito pouco, peças de Émile Gallé, que eu mostrei para Philippe Daverio (famoso crítico e negociante de arte italiano). Ele colocou as peças em leilão, e uma série de minhas peças foi vendida por dez vezes o que eu havia pago. Daverio veio à minha casa e disse: “Você tem um bom olho. Por que não compra peças melhores?”, contou Francesco em entrevista a Ambra Medda. “Logo eu estava indo para Nova York cinco vezes por ano para fazer os leilões”. “Eu gosto de olhar para as coisas belas e ser cercado por elas. Eu quero realmente viver com as coisas que compro”, emendou ele. Carraro ainda contou que as peças que lhe deram mais lucro foram as peças que comprou por paixão, porque adorou, e que entre as preferidas estão as peças de Lillian Nassau da década de 1980, que tem/tinham grande significado para ele. Carraro pretendia, com a ajuda de seus sobrinhos, começar uma fundação para abrigar sua coleção. Annie Schlechter está organizando um livro sobre o colecionador e seu acervo, que foi totalmente fotografado pouco antes de sua morte, ocorrida em setembro de 2014.

Francesco Carrara em seu impressionante living com a repórter Ambra Medda.

Francesco Carraro em seu impressionante living com a repórter Ambra Medda, em uma de suas últimas entrevistas. O mapa, uma das peças mais caras da coleção, leva a assinatura de Alighiero Boetti.

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O prazer de admirar é o que Carraro  percebia como bem maior na sua coleção de arte, adquirida ao longo do tempo.

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Lustres Murano no living e biblioteca.

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Carraro cedeu peças de sua coleção para exposições em museus espalhados pelo mundo.

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A casa do colecionador, em Veneza. Na parede, algumas obras de Morandi, itens valiosos da coleção.

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Muranos.

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Jogo de chá desenhado em 1956 por Lino Sabattini, e avaliado hoje em aproximadamente dezoito mil dólares.

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Arte.

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Vale lembrar que quando estas peças foram desenhadas e produzidas, as formas e cores eram bastantes modernas e pouco usuais.

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Porcelanas, maravilhosas, de Giò Ponti.

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Quando Carraro se cansava de admirar sua coleção, podia se contentar com a vista!

via:larcobaleno.com

carloscarpa.es

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