No bairro litorâneo de Castelletto, uma cobertura genovesa reflete as viagens, memórias e objetos colecionados por seus proprietários ao longo da vida. “Entrar neste apartamento foi como ouvir uma história e vê-la se transformar lentamente em um lar”, diz a arquiteta Giulia Grillo, responsável pela remodelação do imóvel. “As palavras dos clientes foram meu ponto de partida: cada conversa, cada lembrança se tornou um elemento vivo do projeto.” Mais do que simplesmente retrabalhar os interiores e os materiais, a tarefa de Grillo foi dar forma física a uma vida inteira de experiências. O apartamento tem vista para a cidade, com seus telhados de ardósia contrastando com o mar cintilante. O panorama em constante transformação segue o ritmo da luz. Aqui, o tempo parece desacelerar, os sons da cidade se distanciam e cada janela se torna um limiar sutil: entre o interior e o exterior, entre a intimidade do lar e a vida urbana.
Era o local perfeito para os proprietários, que não apenas procuravam um lugar para criar raízes permanentes. Em vez disso, queriam um espaço que refletisse suas vidas, em constante movimento. Depois de passarem anos dividindo seu tempo entre Veneza, Alemanha e Inglaterra, escolheram Gênova, na Itália, como um lugar para descansar. Ali, desejavam um pied-à-terre que fosse tanto emocional quanto funcional — um refúgio que refletisse suas identidades.
“Não se tratava de inventar algo novo, mas de dar forma a uma história já existente”, explica Grillo. Seu conselho é tão simples quanto radical. “Não siga tendências”, aconselha. “Crie um lar que realmente reflita quem vive nele.”
Mais no próximo post!!
https://www.giuliagrilloarchitetto.com/
via: AD; fotos: Marco Tacchini

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