Willy Rizzo, designer de mobiliário

A imaginação e o estilo moderno definem o italiano Willy Rizzo, que desenhou e produziu mobiliário entre 1965 e 1980. Como conta o designer, tudo começa em um salão de cabeleireiro, localizado na Piazza di Spagna, em Roma, no final de 1966. Enquanto sua esposa Elsa era atendida,  ambos discutiam sobre a locação de um imóvel na cidade, onde a carreira como fotógrafo de Rizzo os trazia com frequência. Willy gosta da área,  e perguntou ao cabeleireiro se havia , nas proximidades, uma imobiliária. “Claro, ao virar a esquina, mas você vai precisar de um milagre para encontrar um apartamento”, respondeu o cabeleireiro. E o milagre aconteceu. Um segundo andar ocupado anteriormente por um fabricante de camisas com vista para a Piazza di Spagna. Abandonado, sem abastecimento de água e quase inabitável. Rizzo assina um contrato de aluguel de seis meses e retorna triunfante ao salão de beleza, tudo em 45 minutos. Com um grupo de artesãos do bairro, transforma o apartamento. Ele quer que as paredes em marrom e ouro, uma cozinha com a cor do dinheiro, tetos pretos. Em seguida, ele projeta o mobiliário: sofás, mesas de centro, consoles e móveis vários. O resultado é muito chique. Willy Rizzo nunca teve a intenção de se tornar um designer de móveis, mas seus amigos viram o que havia feito em seu apartamento e se apaixonaram. Um de seus primeiros clientes é Ghighi Cassini, colunista social do American Hearst , que usou pela primeira vez o termo “Jet Set”, imortalizado por Fellini em La Dolce Vita. Cassini queria um apartamento moderno em um Palazzo clássico. Willy Rizzo sempre amou coisas belas e antiguidades, e criou um mobiliário contemporâneo que se encaixava perfeitamente com o estilo do apartamento. Este trabalho foi o primeiro de muitos, e entre seu clientes, playboys famosos como Rodolfo Parisi, Gigi Rizzi e Franco Rapetti, além dos diretores Vincente Minnelli e Otto Preminger. Salvador Dali encomendou várias peças e Brigitte Bardot outra tantas para o interior de Madrague em Saint-Tropez. Rizzo forneceu mobiliário para os apartamentos aristocráticos no Palazzo Borghese e Palais Ruspoli. O estilo Rizzo marcou uma época. A demanda foi tanta que, em 1968, ele decidiu abrir a sua própria empresa, e a instala fora de Roma, em Tivoli, onde sua equipe passa de 8 para 150 empregados. No ano seguinte, ele desenha mais de 30 móveis, de aço com tampo em travertino, luminárias de bronze, tudo feito à mão. Materiais naturais e nobres, como madeira, mármore, aço inox e latão dão vida ao mobiliário contemporâneo do designer. A loja na Rue du Faubourg Saint-Honoré, em Paris, e em seguida, várias na França e espalhadas pela Europa, bem como pontos de venda em Nova York, Miami e Los Angeles são a consequência natural do talento daquele que era um ótimo e reverenciado fotógrafo. Rizzo morreu em 2013, aos 84 anos.

Willy Rizzo e Jack Nicholson, em Veneza, 1991.

Mesa de centro rotativa com recipiente para bebidas. Muitas das peças de Rizzo tem compartimentos para acomodar garrafas e gelo.

Rizzo, um fotógrafo de sucesso alcançou o olimpo também como designer.

Love Lamp, moderna em 2014. Rizzo usou muito metal em suas peças, avidamente disputadas por colecionadores. O metal reflete o brilho da luz, recurso usado em luminárias desenhadas pelos designers atuais.

Metal e veludo.

Escrivaninha Willy Rizzo. A elegância é característica comum as peças do designer.

Mesas ninho espelhadas. O desenho de Rizzo é sempre simples e de uma beleza ímpar.

Esse modelo de puxador é largamente utilizado ainda hoje.

Salvador Dali e Marilyn Monroe por Willy Rizzo.

willyrizzo.com

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