Gaby Amarantos, Live in Jurunas

Gaby Amarantos começou cantando no coro da igreja de sua Belém do Pará.  Exuberante demais para a igreja, passou a se apresentar em bares, e em 2002 montou a banda TecnoShow. A mistura de ritmos caribenhos, riffs acelerados de guitarra brega tradicional e adição de batidas eletrônicas, DJs com seus pickups, teclados e amplificadores, garantiam a animação dos chamados shows de aparelhagem, que aconteciam na periferia de Belém. O ritmo foi batizado de Tecnobrega, e Gaby decretada sua rainha.  Em 2010, “Hoje eu tô solteira”, versão da música Single Ladies” de Beyoncé, ultrapassou as fronteiras paraenses e virou hit nacional, e logo em seguida, outro  sucesso, “Xirley”, teve mais de 01 milhão de acessos no You Tube. A cantora foi indicada ao Grammy Latino e muitos outros prêmios, e venceu as categorias de Artista Feminina e Artista 2012 no MTV Video Music Brasil, Novo Hit no Prêmio Multishow, entre vários outros. O portal americano The Huffington Post publicou um perfil de Gaby Amarantos em função de sua versão para “Águas de Março”, incluída no álbum “L.O.V.E”, do DJ João Brasil. Nelson Motta se refere a Gaby como “a novidade” no cenário musical, Thalma de Freitas e Iara Rennó fizeram uma música especial para ela, e Fernanda Takai fez participação especial no CD Treme. Como é possível notar, Gaby agrada tribos das mais diferentes vertentes, e tem entre os modernos seus fãs mais entusiasmados. Gaby Amarantos, em meio à seus inúmeros compromissos, fala com exclusividade à Hardecor.

Jurunas, bairro onde mora até hoje Gaby Amarantos, foi palco para a gravação do DVD Live in Jurunas, que teve direção do cineasta francês Vincent Moon e de Priscilla Brasil. O público foi formado pelos vizinhos da artista, que mantém os pés firmes no bairro onde cresceu e conheceu os ritmos que a influenciaram. O DVD pode ser visto gratuitamente.

Hardecor: Quem é Gaby Amarantos hoje?

Gaby Amarantos: A mesma mulher de sempre, pode ter certeza.

H: Como é sua casa? E a casa dos sonhos?

GA: Minha casa é simples, sou feliz com o estilo de vida que levo. Preservamos objetos antigos que me remetem à infância e como ainda moramos todos juntos, nossa vida fica mais divertida e animada. Ainda quero um lugar tranquilo para passeio na beira do rio Amazonas.

H: O que é ser brega?

GA: Para mim é ser autêntico e ter personalidade, sem se preocupar com que os outros vão dizer.

H: Você acha que as pessoas ainda tem medo do julgamento alheio? Falta breguice/ autenticidade no Brasil?

GA: As pessoas tem medo e sempre terão, por muitos fatores, mas vamos evoluindo juntos. Com certeza, falta essa alma brega livre e desprendida. Eu creio na evolução humana e na ausência de preconceitos e julgamentos, que  tem tantos reflexos negativos.

H: Você está conhecendo outros lugares, diferentes do Pará. Isso tem influenciado sua música?

GA: Sim, e meu próximo disco vai ser bem mais amplo, com direito a flertar com vários estilos que gosto.

H: Qual é a sensação de ser unanimidade?

GA: Estou longe de ser uma unanimidade, mas fico feliz em ter a simpatia de públicos diferentes.

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